domingo, 29 de janeiro de 2017

[Novos Escritores] Biografia e Entrevista com Danka Maia

Olá Pessoal!

Mais uma parceria que conquistamos com Danka Maia. Vamos conhecer um pouco desta mulher que já escreveu 22 obras e para quem ainda não leu, estão esperando o que?

Sobre a autora:
Daniele Bispo Maia nasceu em uma família humilde, filha de um mecânico e uma dona de casa. Aos três anos ocorreu um fato que mudaria sua vida, seu pai lhe deu um gibi e mesmo sem saber ler ou escrever criou sua primeira história, e desde então apesar das inúmeras mudanças em sua vida Daniele  jamais parou de criar. 
Ainda menina sofreu uma grande dor que foi a separação de seus pais marcada por muita dor e sofrimento. Com doze anos teve que enfrentar o obstáculo de frente, fez inúmeros cursos, de conserto de eletrodoméstico a secretariado. Passou a ser a base principal da sua família que se resumia a ela sua mãe e sua irmã. Formou-se primeiramente em Técnica contábil e trabalho algum tempo na área. Foi em Cabo Frio, em 1996 que começou a vender sanduíches naturais, e deu inicio em sua primeira faculdade, Matemática.  Praticante da fé protestante, jamais escondeu seus princípios religiosos, porém nunca julgou quem tem sua fé particular.
Danka é uma pessoa multifacetada, trabalhou em várias áreas: Técnico Contábil, Locutora, Gerente de Floricultura, porém foi dentro da sala de aula que rendeu-se a delícia do poder que é ensinar. 
Há mais de 15 anos, trabalha como explicadora. Foi motivada em escrever pra seus alunos que a Daniele escreveu seu primeiro livro A Casa dos Destinos. Sua personalidade marcante assume o pseudônimo de Danka Maia, nome esse dado por um ex-namorado na época que fazia roteiros para peças teatrais.
Com lançamento previsto para Fevereiro na Amazon O Rei – Sedutor, Insaciável e Único já consta com 6 460 leituras na plataforma gratuita Watpad, Danka Maia segue desde o estilo literário de suspense até o romance/hot, está sempre aberta ao novo e disposta a encarar novos desafios, utiliza sua arte para tratar de temas polêmicos e está sempre disposta a ouvir seus leitores.
Entrevista:
1) Há quanto tempo você escreve?
Profissionalmente falando serão cinco anos em 25 setembro. Data  em que terminei o meu primeiro livro para publicação pela Editora Multifoco, A Casa Dos Destinos.

2) Qual é o seu livro favorito? Guia-se por ele na sua escrita?
Meu livro favorito é Atos de Fé, do escritor americano Erick Segal, que também escreveu Lovy Story. Atos de Fé é um romance profundo e tocante, fala sobre um amor impossível entre a filha de um rabino ortodoxo e um estudante seminarista que se torna padre. O que trago desse livro até hoje comigo é o romantismo, a essência da trama, dos personagens. Ele me inspira a acreditar no romantismo, e sim isso é algo que tento passar nos meus livros de romance e intensidade em outros livros de outros gêneros.

3) Como foi a infância dá menina Daniele?
Fala meu nome de batismo já até arrepio! (Risos). Antes de responder a pergunta, confidenciarei algo aqui. Entre nós.......... (risos) Eu não gosto do meu nome de batismo. Minha mãe surta toda vez que digo isso. Não que eu ache Daniele feio, pelo contrário, acho doce, meigo, e não me acho exatamente um poço de doçura. Loucuras da minha mente, mas, sou grata à mamãe, meu pai queria colocar meu nome de Marilândia. Imagina isso? Parece nome de cidade.
Enfim, respondendo. As melhores fases da minha vida sem dúvida foram minha infância e adolescência. Mas especialmente falando da minha infância, ela foi perfeita! Eu venho de família muito humilde e trabalhadora. Meu pai é mecânico Diesel e minha mãe dona de casa. Eu fui criada com meus primos. Nossa, foram muitas travessuras. Praticamente passei a minha infância em volta dos deles. Todos meninos,apenas eu era a garotinha entre eles. O maneiro era que além de representante do sexo feminino e também era a mais velha, então permeava ali, entre me protegerem uma vez que era a "mocinha" e mais "velha" do clubinho, que intitulei como "Os Quatro Cavalheiros do Apocalipse". Na sua formação inicial, eram eu, Anderson, Elizelto e o Joran.Nossa, como nós aprontávamos! Sempre fui mais ligada ao caçula até então que era o Elizelto, tinha por ele um carinho misturado com cuidado uma vez que ele era o mais novo. E o mais legal de nós quatro era como nos protegíamos. Lembro sempre de nós quatro sentados na varanda da casa da minha avó com as perninhas balançando no muro, já que os pés não chegavam ao chão, pensando qual seria nossa próxima aventura logo dor de cabeça para os nossos pais. Vou contar uma das muitas, porque daria um livro com certeza! (Risos).
Cismamos então de primeiro esperarmos vovó dormir, soneca que era sagrada após o almoço, e resolvemos mexer com as galinhas delas atrás da casa. Detalhe, ela já havia nos comunicado que não chegasse primeiro porque uma das penosas tinha "tirado" os pintinhos e embora fosse uma ave estava brava como uma leoa.Caramba, fecho meus olhos e posso escutar a voz da minha saudosa vózinha dizendo:
— Olha vocês não vão mexer lá não, heim! Estou avisando, Rum!
Mas quem falou que criança liga para conselho de adulto. Aliás, quando crianças temos o tal "Bichinho do contra". Se te mandarem para direita, é para lá que quer ir, se falarem para ir para a praça,não quer de jeito nenhum. E naquele dia não foi diferente.
Rodeamos a casa com maior cuidado nas pontas dos pés, o curioso é que embora o Elizelto fosse o menor, sempre foi o mais ágil, esperto, parceiro de crime perfeito,e ele conhecia toda procedência metódica da vovó.Então a fila seguia, ele,Joran,Anderson e por fim eu.Tínhamos uma técnica, se algum adulto nos  pegasse no flagra pelas costas, nos safaria porque eu era a mais velha e sendo menina não podia ser algo tão cabeludo assim, e se fossemos pegos pela frente,tinha o Elizelto, que por ser o caçula daria o tom que não era nada demais. Resultado? Fomos cutucar as tais penosas. Recordo que cada um estava com uma vara de goiabeira para futucar a pobre mamãe. Na primeira cutucada, ela gritou. Morremos de rir. Na segunda, gritou e levantou. Rimos mais ainda. Na terceira, lá fui eu a gordinha imbecil que deu o maior safanão na coitada da galinha com os filhotes no ninho. Só que aí Lascou!!!
—Ih! —Berrou o Elizelto com uma cara nada boa. — Melhor sairmos daqui.
E eu a prosseguir achando aquilo o máximo. Porém, a senhora penosa levantou tanto as asas que achei por um segundo que estava lidando com um avestruz de tão gigantesca a figura.
— Por isso!!! — Gritou o Elizelto. — Vamos sair correndo que vai vir com tudo para cima da gente!
E não deu outra. A galinha saiu tão possessa do galinheiro que nem o pastor ou padre daria jeito nela. E a confusão se instalou. Corríamos feitos loucos o quintal inteiro da vovó, e olha que era imenso. E quanto mais corríamos mais a dita-cuja abria as asas e desatinava atrás de nós.
Lá pela terceira volta, já não aguentava mais. Além de gordinha sofria de bronquite, por mais que você queira cadê o tal do fôlego?Joran então teve uma ideia formidável. Danou a berrar para geral:
—Vamos subir no pé de mangueira!
Na primeira volta ele e o Anderson conseguiram. Na segunda consegui jogar o Elizelto para cima, e na terceira fiquei na pista! Por mais que apetecesse, e eles me dessem as mãos para me puxar para árvore no meio do quintal, não tinha forças ou sopro. Aí pedi arrego, corria e gritava:
— Socorroooooooo!!!!!!!!! Vovó Socorrooooooooooo!!!!!!!
E lá veio minha avó com um cabo de vassoura na mão desesperada sem saber direito o que estava acontecendo. No entanto quando viu a cena, juntou-se a dura lida:
Eu , a galinha atrás de mim e a vovó atrás dela com a vassoura.
E enfim, fui salva daquela penosa de uma figa. Livrei-me dela, não da bronca da vovó, do castigo dos meus pais que se resumiu a uma semana sem poder nos juntarmos outra vez. Naquele tempo ficar uma semana sem eles era um infinito para mim. Hoje somos adultos, cada um vive suas vidas, mas por mais que a vida tenha nos separado, nossas lembranças  jamais serão, e no fundo é isto que vale.

4) Na sua biografia você relata que um milagre salvou você e sua mãe no momento do seu nascimento, como foi pra você vivenciar este milagre na sua vida?
Sim. O médico disse para o meu pai, sinto muito, uma das duas não irão sobreviver. Minha mãe foi reanimada por algumas vezes, ela narra que saiu de seu corpo. E eu fiquei 45 dias na UTI. As enfermeiras tinham pena de mim porque não tinha mais onde me furar. Mas eu e minha mãe estamos aqui para Honra e Glória de Deus. Quem me conhece mais de perto certamente já leu ou me ouviu dizer: “Eu sou um canal de um rio chamado Deus”. Eu não era para estar aqui. Eu sinto isso, eu sei disto. Eu já cheguei lutando pela contra a morte nesse mundo. Então por mais que eu sofra as pancadas da vida, que não são poucas ou fofas, eu tento de alguma forma lembrar que quem me colocou aqui é o Único que pode tirar da Terra. Ninguém mais. Tudo é força, mas só Deus é Poder. Eu posso não estar vendo o Poder de Deus em minha vida nesse momento, mas isso não me impede de dizer a quem esteja lendo: Acredite! Quem te colocou foi Ele, quem dita aonde você, vai, como vai, é Ele. Ninguém me para além de Deus. Confie nisto. Tem alguém debruçado na janela dos céus que é apaixonado por você. Perdidamente apaixonado!

5) Como foi pra você escrever sua primeira história aos 3 anos baseado em um gibi e o que você lembra dessa época?
Era uma história mental. Totalmente imaginária, mas que eu contava com uma verdade. A minha primeira professora, tia Raquel, a quem amo de paixão, todos os dias escutava com tanto interesse aquelas histórias. Mas eu lembro que criei um personagem que se chamava: Nadubilu. Então o Nadubilu era o Cascão, o pato Donald, Cebolinha, Pateta, Pica-pau, todos eles viravam o Nadubilu. E isso me marcou tanto que quando eu estava estudando pedagogia um dos trabalhos que apresentei foi um gibi feito por mim com o Nadubilu. As Aventuras de Nadubilu. Tenho até hoje guardado.

6) Na sua adolescência você sofreu uma grande dor que foi a separação dos seus pais, o que te ajudou a superar essa fase?
Foi sem dúvida alguma o pior golpe que sofri em minha vida. Porque meu pai era o meu herói. Eu vi meu herói desaparecer e pior ele passou ao ser o vilão na minha história de vida. Foi muito doloroso. Minha mãe caiu numa depressão profunda, ela só dormia. Meu pai se afastou demais de nós. E ali eu cresci muito, amadureci, chamei para mim a responsabilidade de chefiar a casa de certa maneira. Passei a fazer de cursos com 13, 14 anos pelo SENAI. Fiz cursos de manutenção elétrica, culinária, de tudo que imaginar o único que eu não fiz foi cabeleireiro. (risos). Por quê? Porque eu precisava sobreviver. Não tínhamos mais quem trocasse uma lâmpada. Quem visse o chuveiro ou o ventilador. Não tinha quem cozinhasse porque minha mãe desligou-se do mundo. Então eu fiz esse papel. E acho que isso me ajudou a superar essa fase. Mas houve uma pessoa... (Emociono só de lembrar.) Meu tio Jorge Troia, que já se foi. Meu tio mesmo sendo um homem do tipo bravo, falava alto, teve a sensibilidade de me enxergar naquele furacão. Eu odiava o meu pai naquele momento. Recordo que naquela tempestade no seio de nossa família, minha mãe com depressão sem conseguir notar eu ou minha irmã, meu pai querendo viver a vida dele, meu tio apareceu e fez toda diferença do mundo. Eu trabalhava com meu pai também, tinha meus treze ou catorze anos, fazia as cobranças, serviço de banco e coisas do escritório da oficina mecânica dele. A minha rotina era após a escola, pela manhã, ir para o trabalho  até as cinco horas.Voltava sozinha, as vezes  papai me trazia, mas com aquela confusão isso foi deixado de lado, tínhamos nos afastado demais, um abismo se abrira entre mim e ele. Quando havia carona de alguém conhecido recebia ordem para vir até o centro da minha cidade, outras passei a voltar de ônibus, mas meu tio vendo tudo aquilo tomou para si aquela responsabilidade, passou a me levar para casa. Da oficina até minha casa havia dois trajetos, um que durava cinco outro que levava quinze minutos de carro. Meu tio escolhia o de quinze minutos, no início não entendia o motivo recordo de indagar sempre:
—Tio, por que não vamos pelo asfalto?
— Fica quieta menina, sei o que estou fazendo.
Nós dois discutíamos muito, chegava a ser engraçado. Com o tempo fui notando que ele via que eu estava só, sem ninguém para me observar, na adolescência, fase complicada para todo mundo apesar de deleitosa, aqueles quinze minutos, tio Jorge dedicava a mim, instigava assuntos e me abria com ele. Dava-me conselhos, brigava por outras coisas, elogiava algumas, porém naquela roda gigante que minha vida estava,  no fim sempre dizia:
 —Haja o que houver seu pai sempre será seu pai e sua mãe sempre será sua mãe. Não importa, aprenda uma coisa, uma das coisas mais árduas que aprendemos quando crescemos é que pai e mãe não são os heróis que imaginávamos, são seres humanos como qualquer outro. Erram e acertam, é fato.
 Até hoje repito isso e foi ele quem me ensinou. Foram quase três anos que meu tio assumiu para si uma responsabilidade que não era dele, mas por amor a mim o fez. E o fez muito bem. O amor de alguém não pode ser medido, entretanto, são nos detalhes que podemos alcançar até onde esse sentimento pode ir por você. Depois da misericórdia de Deus, eu agradeço ao meu tio Jorge Tróia. Te amo tio!

7) Como foi viver o lado poético na sua adolescência?
 Sofrimento do começo ao fim! (gargalhadas). Sou muito intensa nos meus sentimentos, se eu amo eu amo, se eu odeio eu odeio. Imagine isso na adolescência? Mas a poesia me ajudou a me conhecer melhor. Traduzir mais meus sentimentos. A primeira que compus eu tinha uns doze anos e  era assim...
Antes eu não vivia,
E isso acontecia
Porque eu não te amava
Depois que te conheci
Tudo para mim mudou
Tu existes em todo lado
Em qualquer lugar que estou
Você me trouxe verdades que nunca imaginei
Você deu dores que jamais sonhei
Seu nome se traduz em tudo coberto de muito calor
Seu nome para mim é luz
Resumo de muito amor.

8) Qual lugar você considera seu paraíso particular aquele que te traz paz e sossego para escrever e por quê?
Meu canto é minha mesa em meu quarto. Eu ligo a música, porque não sei escrever sem música e me desligo. Vou embora para o meu mundo. Como uma frase que costumo citar: “Quem sou eu? Uma rainha em meu mundo, uma mendiga no planeta. Uma definição? Eu sou intensa por natureza.”
É especial por isso, porque me transporta para esse lugar.

9) Como foi pra aquela menina se tornar educadora? E se formar em três curso tão diferentes? E por que a escolhas deles?
Quando criança ou adolescente eu não queria ser professora, para desespero da minha mãe que queria que eu fosse. Eu fiz um curso técnico em Contabilidade. Mas lá vem o tempo... (risos). Eu sempre gostei da comunicação. Eu já trabalhei na feira quando criança vendendo calcinhas com a minha tia, eu implorei para o meu avô fazer uma cestinha atrás da minha bicicleta quando tinha oito anos e saia para vender pano de prato e revistas de cosméticos. Eu não vendia nada, mas era o prazer de estar em contato com o ser humano. Eu sou fascinada pelo comportamento humano. Eu já fiz de quase tudo nessa vida. Eu já fui locutora numa rádio gospel da minha cidade, eu era responsável pelo jornal da minha igreja, eu fiz teatro por cinco anos, escrevi peças na escola e até mesmo para amador. Então eu vi que ensinar me colocava em contato com as pessoas algo que eu adoro. Decidi fazer Matemática, porque ela sempre me fascinou pela exatidão, pela lógica, não tem meio termo, está certo ou errado. Adoro isso. Então nasceu a professora. Mas devido meu problema de saúde eu  acabei passando a dar aulas em casa, isso já vão uns quinze anos acho. Depois que terminei Matemática, eu assumi a classe para novos convertidos em minha igreja, então passei decidi a estudar Teologia. E por fim a psicanálise.  Foi muito difícil conseguir concluir cada curso. Muitas vezes eu não tive dinheiro para comprar os livros que eram muito caro, especialmente os de Matemática e Psicanálise, o último é um curso se muita leitura, e às vezes nem em sebos eu encontrava, minha única alternativa era andar da minha casa até a biblioteca que ficava seis quilômetros da minha casa. Eu saia de casa meio dia, horário que a biblioteca abria, num sol quente... Ufa!  Eu não tinha grana para o ônibus, mas eu ia, lá a atendente até já me conhecia e me deixava usar uma área restrita para estudar e fazer minhas anotações até às cinco horas da tarde quando fechava. Então voltava mais seis quilômetros cortando atalhos. Foi muita luta. Mas eu sabia onde queria chegar.  Com a psicanálise, eu realizei o desejo de compreender melhor a mente humana, porém decidi que queria usa-la com meus alunos e em meus livros e não dentro de um consultório. Agora, mas uma vez realizo outro sonho, ganhei um curso de Roteirista de TV e Cinema.
Eu não sei explicar a razão de cursos tão controversos, só sei que em cada um eu me entreguei de corpo e alma dando o melhor de mim e os faria novamente.

10)Ainda trabalha com educação? Ou já consegue viver dos seus livros?
O sustento da minha casa vem das aulas que dou em casa. Os livros me dão algum retorno sim, mas ainda não pagam o pão nosso de cada dia não. Mas admito que sou grata, porque mesmo sendo uma parte pequena, foi difícil ver algum retorno financeiro. Esse é um sonho que espero em breve alcançar, ser digna do suor do meu trabalho como escritora.

11)  Quando veio a vontade de se doar como escritora para uma geração, que não é tão estimulada a ler?
Olha que ironia isso agora... Eu decidi escrever profissionalmente quando me realizei como Professora. Eu vi que tudo que eu podia oferecer eu tinha oferecido. Amo dar aula. Mas eu precisava conjugar o verbo escrever no lugar do ensinar. Meus alunos foram os meus maiores incentivadores nessa e ainda são. Falam dos meus livros para os colegas, leem, fazem vídeo nos seus canais e divulgam meus livros. Passam a ler outros livros que tenho em casa e dali quando vejo já estão visitando a biblioteca do seu colégio. Fazem até resenha. É mágico! Eu amo! Mas é uma pena que eles não sejam a maioria. Infelizmente estamos numa geração que não aprecia a leitura e pior não acham a graça nela, como se ela fosse uma piada. Quando verdade ela é luz para muitos fins de tuneis que essa geração está vivenciando.

12) Como foi se intitular Danka Maia e o que esse nome representa?
Como falei lá em cima eu nunca fui muito com a cara do meu nome, embora hoje eu ame-o depois que descobri que Daniele/Daniel/Daniela significa: Deus é o meu juiz. Mas a Danka foi um apelido que eu ganhei quando fazia teatro de um namorado. Não sei de onde ele tirou, mas eu amei. É forte, me sinto representada nele. Ali nasceu a Danka Maia, e o melhor vem agora, Danka significa Estrela da Manhã. Eu não acredito em coincidências... Rsrsrs

13) Seu primeiro livro foi A Casa dos Destinos, qual foi a sua inspiração para esse livro?
Agora é a hora que eu apanho. Rsrsrs Eu não acredito em inspiração. Não como as pessoas imaginam. Essa coisa bucólica que vem do nada e vai sem nada dizer. Não. Inspiração para mim é tudo que está a sua volta, suas experiências, suas vivências, seu poder de observação. Inspiração para mim é o poder de observar e transformar isso em algo só seu. Então, todos os meus livros nascem do mesmo modo como àquelas histórias dos gibis. Que inspiração uma criança de 3,4 anos pode ter para criar histórias? Foi algo condicionado. Então eu não duvido de modo algum daqueles que sintam a inspiração como essa mulher misteriosa que debruça em nossos ombros soprando ideias, contudo comigo não funciona assim. Mas nunca diga nunca, A Casa foi uma ideia como as tantas que me vem à cabeça. Eu não sei explicar de onde elas vêm. Mas sei que procedem de Deus como um presente para mim.

14) Do seu primeiro livro até o sucesso Blanka vemos uma grande mudança na sua escrita, como foi esse amadurecimento?
Estudo, estudo e estudo. Eu sempre quero melhorar. Sempre quero dar o meu melhor para o leitor. Então, fiz cursos, assisti palestras, buscando essas melhorias. Passei a ouvir e observar mais meus leitores, o trabalho de um escritor não acaba quando fecha seu notebook ou afins, ele é rotativo. Então eu fico muito, muito feliz que esse amadurecimento esteja sendo percebido porque para mim é como saber que estou fazendo o meu dever de casa.

15) Você é protestante. Como foi escrever algo com teor sexual nos seus livros?
Por mais brincadeiras que eu faça com isso, do tipo: “Acho que eu não vou mais para o céu!”, quem criou o sexo foi Deus. No Éden, Adão e Eva não usavam um lençol com um buraco no meio para namorar. (Risos). Até andavam pelados!  Então, não vejo problema algum por ser evangélica escrever sobre sexo. A questão é como você escreve. A forma, o modo, nesse quesito eu tenho alguns princípios meus, repito: MEUS, não da religião que eu adoto numa cena de cunho sexual.

16) Você é uma escritora que gosta de abordar temas polêmicos, como barriga de aluguel, vingança e traição, como é como autora poder se desligar de temas tão fortes?
Aí é que a psicanálise me ajuda tanto. Porque com ela consigo usar mecanismos para a defesa do minha psique e mecanismos para manter o clímax das cenas que envolvem esses assuntos. Claro, tem horas que fica complexo. A cena do estupro de Mármara foi complicada, aquele capítulo tinha sua agressividade e exigia uma delicadeza da minha parte muito consciente em manusear esses mecanismos para levar o leitor o impacto e ao mesmo tempo a conscientização que era meu intuito ali. Mas nesse ponto eu fico bem. Uma das melhores coisas que fiz na minha vida foi ter estudado psicanálise.

17) Como é escrever personalidades tão conflitantes em um único livro?
Delicioso! Minha parte preferida acredita? Porque o conflito ou personalidades tão conflitantes é que humanizam um personagem. Todos nós temos nossas complexidades, questões, rusgas, carências, dureza. Então para mim é vital construir isso como base sólida dos arquétipos escolhidos para os personagens. Meu parque de diversões. (Risos).

18) Blanka marcada pelo destino trouxe pra você um mundo cigano e com isso trouxe as suas ciganas. O que suas leitoras representam na sua vida?
Aquele momento que o escritor fica sem palavras.......
Mas vamos lá! Minhas leitoras, minhas ciganas, são uma extensão de mim. Não sei se elas têm essa consciência. Porque é com elas que vai aquilo que escrevi, que criei. Nos lábios delas serão ditas suas emoções, sensações daquilo que saiu de minha mente inquieta, ou seja, elas me eternizam de algum modo. Eu amo de verdade minhas ciganas. São amigas, são parceiras. Somos meninas surtadinhas, tagarelas, mas muito maravilha! (gargalhada)

19) Você está postando seu mais novo livro no watpad “ O Rei- Sedutor, Insaciável e Único", por que não lança – ló logo na Amazon saindo da plataforma Gratuita?
Primeiro que o livro é muito grande, estou além da metade para o fim. Mas creio que em fevereiro ele irá para o Amazon. A questão é que a plataforma gratuita te dá visibilidade. É preciso ficar uma coisa bem clara aqui. Os leitores do Wattpad são leitores da plataforma, ou seja, eles leem tudo que está lá. Seus leitores sairão desse nicho. Então é uma alavanca para reforçar seu crescimento e seu nome dentro do mercado.

20) Falando no Rei o que ele tem de diferente dos outros livros, e por que deve ser lido?
O diferencial dele enquanto minha escrita é que ele é meu primeiro livro de romance erótico. Meu desafio. Onde decidi domar o touro a unha e ir além. Como eu acho que deve ser. Gosto de desafios estou pagando para ver.
Agora... Por que eu acho que ele deve ser lido?
Porque ele tem uma trama envolvente, um casal que se apaixona de um jeito irreverente. Porque ele amor, sexo, perdão, inveja, traição, porque ele tem o poder de arrebatar seu coração literário. O Rei é tão impactante, que eu escrevi uma cena minha com ele para você ter ideia. Falo mais nada! (gargalhadas).

21) O que podemos esperar dá Danka em 2017? E Qual o seu lema de vida?
Meu plano é trazer além do Rei, Entre Quatro Paredes e Nada Mais, Ikanaton-O Príncipe Perverso do Deserto (romance histórico que se passa no Egito), As Senhoritas de Madame Deverau (romance histórico) e meu suspense A Casa Dos Sonhos. Vamos ver se dou conta! (risos).
“Quem não serve para servir, não serve para viver. Sempre!

22) Como é viver de escrita independente em um país que não valoriza a sua literatura?
Sonho para muitos poucos. Eu sonho e luto diariamente para que eu consiga pagar minhas contas com meus livros. Eu não estou falando de ficar rica e tal, estou falando sobre a dignidade de poder falar que eu vivo do suor do meu trabalho. Para mim a maior questão é o fato dos leitores no Brasil não valorizarem o autor nacional. Logicamente, eu não estou generalizando porque isso seria muita petulância da minha parte. Entendo que não é porque seja nacional todo mundo tem obrigação de ler, não é isso. Gosto é gosto. Mas falo do valor ao trabalho de pessoas que mesmo conscientes de que seu trabalho, que é tão árduo é difícil ainda assim dão a cara para bater e são metralhados pelos próprios brasileiros. Quantas vezes você já viu um americano desfazer daquilo que são deles. Podem ter fama de arrogantes, competitivos e etc., mas são patriotas, para mim isso é o que falta aqui no Brasil, patriotismo. Vestir a camisa e dar valor e parar de achar que a grama do vizinho é mais verde que a nossa.

23) Como a Daniele se Descreve?
Uma mulher intensa demais. Que fala pouco de si, das suas emoções e sentimento, mas escuta a todos. Simples, caseira, cinéfila, que ama escrever, ler e ensinar. Alguém que se cobra muito, que sempre busca dar o melhor de si. Que se machuca, e quando caí se refaz com certa rapidez porque sempre acredita que por mais complexo o problema ainda é pouco para me derrubar. Uma mulher que chora calada, que ri facilmente, que gosta de ser generosa, que ama seus animais. Uma filha que ama sua mãe acima de todos os mortais. Que tem suas sobrinhas como filhas porque são e seus alunos como filhos postiços. Alguém que ama o mar. Que ama conhecimento. Uma mulher que acredita num Deus Soberano, Poderoso um Pai amoroso e que não abre mão de mim por nada. Uma pessoa ciumenta, autoritária, disciplinada, dedicada e que sente falta de não poder mais dançar, correr, ver o mar.

24) Dos livros que você escreveu qual o seu favorito?
Não tem um preferido. Eu me entrego tanto quando me escrevo que não sei responder. Toda vez que escrevo um digo que aquele é o meu preferido. (risos). Não tem como escolher.!!!!!!!!! Socorrooooooooo!

25) Já escreveu algum personagem baseado você?
Muitos têm pedaços de mim. Os mais perto são Blanka do livro Blanka, e Avenka Sales de Amor Em Terras de Fogo. Elas carregam minha essência enquanto pessoa. Mas todos de algum modo têm. Até a psicopata da Nora Deiel. (Gargalhadas), se você me pergunta por quê? Porque a Nora não tem medo de se mostrar como é. Ela paga para ver. Eu tenho esse traço, não tenho medo de dar a cara para bater. Eu penso assim, se eu cair eu levanto, agora sou leão amada, quando eu levantar... CORRE!!!

26) Tem em mente um público alvo?
Então... Quando eu comecei meu foco era o suspense. É de lá que eu vim. A minha escola literária foi Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle, Stephen King. Mas nessa vida você aprende, aprende, aprende e ainda morre sem saber nada! (risos). Aos poucos foi notando que meus leitores se edificavam nas pequenas partes românticas então ligeira, porque o escritor tem que ser observador, comecei a escrever Blanka. Então meus leitores foram aumentando vertiginosamente. Portanto hoje meu público alvo são os que leem romances. Numa pesquisa que fiz, porque precisamos fazer repito: Um escritor tem que estar atento a tudo!, vi que meu público alvo são em sua maioria mulheres, na faixa etária de 18 e 26 anos e outra 36 e 45.  Agora meu empenho e foco estão centrados nesse nicho. Porém, não abandono o suspense, todo ano lanço um livro de suspense, deste ano será A Casa Dos Sonhos.

27) Como você lida com as criticas?
Para uma perfeccionista receber crítica é dureza!!!! Eu já vivenciei a fase do surtar, chorar, se descabelar lá comecinho de tudo. Mas hoje, eu pego que for bom e o que não é deleto.  Porque as críticas construtivas estão ficando cada vez mais escassas, as pessoas são maldosas. Aquelas que percebo que são para minha evolução, escuto, absorvo, conserto e ainda volto lá para saber se agora está legal, se for um amigo claro. Como citei acima esse meio é um lugar onde você dá a cara para bater então tem que saber lidar com isso, não é simples, ninguém gosta de ser criticado, mas se há algo produtivo para se aprender com ela, lá vamos nós! A humildade cabe em qualquer espaço.

28) Como você lida com a pirataria de livros nacionais?
Outro assunto que tem dado pano para manga em minha vida. Dia desses estava eu escrevendo quando recebi de uma cigana fotos de um grupo onde já estavam a procura do livro O Rei para baixar nas tais “bibliotecas”. Aquilo me subiu uma ira tão grande, o livro estava no 4° capítulo e já queriam baixar o livro? Oi? Detalhe tinha menos de um mês que eu recebi um monte de prints dos meus livros sendo distribuídos em vários grupos. Fui ao meu mural e rasguei o verbo mesmo! Essa é a Danka Maia. Eu sou transparente, como afirmei aqui, eu dou a cara para bater. E rasguei o verbo mostrando minha foto não foi se escondendo atrás de perfil fake não.
Bom, vamos lá!
Primeiro: Era o meu mural, seu mural do Facebook é como a sala da sua casa, você recebe quem quer e fala o que bem desejar. Não saí falando em grupos e denegrindo a imagem de ninguém. Porque se um dia você ver o meu perfil fazendo isso saiba que não sou eu, eu não sou de bater boca com ninguém. Meu jeito de agir e resolver as coisas gira em outra órbita.
Segundo: Até aceito que me excedi, na hora meu sangue ferveu e eu não deveria ter dito que as pessoas que leem PDF não são leitores, isso até foi uma burrice de minha parte, porque se você lê seja uma bula de remédio ou um livro top, você é um leitor. Ponto. Mas não muda minha maneira de ver. Para mim é muita sacanagem sim. Eu passo oito, dez às vezes doze horas escrevendo, estudando, melhorando para ver meu trabalho ir assim embora? Achar o máximo porque meu livro é legal e só pirateiam livros que são bons? Oi? Depois me mostraram o print do grupo descendo a lenha em mim, que eu havia perdido leitoras maravilhosas, zombaram, esculacharam achando que eu não vi nada. Mas eu vi meninas! (risos). E está tudo bem.
Agora vamos lá. Eu entendo mesmo que a situação do nosso país não permite que as pessoas comprem todos os livros. Eu entendo que há pessoas que dependem dos pais, desempregadas outras que dependam do marido. Gente, eu estou passando uma situação financeira muito delicada, eu sou sincera, e não tenho problema em assumir isso aqui não. Mas vamos para pensar... Se os meus livros que estão sendo nesse momento lido clandestinamente tivessem sido pagos eu estaria nessa situação? Será que não me ajudaria de algum modo? Eu li um comentário de uma leitora dizendo que ela tinha dois filhos, era mãe solteira e não tinha como comprar os livros então lia. Super entendo a situação dela. De coração. Mas eu cá tenho minhas mazelas, eu não me locomovo pela minha doença, tenho duas sobrinhas para sustentar e minha mãe é uma senhora idosa enfartada. Não são as duas situações a mesma moeda? E aí? Faz como?
Então, parei analisei tudo. Porque toda história tem dois lado, no mínimo. Eu quero que os leitores que leem o PDF compreendam sim e respeite o trabalho de um escritor. Que tome para si a ideia de que somos tão trabalhadores como um pedreiro, médico e por aí vai. Que possa amadurecer a ideia de que hoje eu não posso comprar, mas quando eu puder farei mesmo tendo aqui, porque eu estou lendo o fruto do trabalho de alguém.
 ESSE É O MEU GRITO: VALORIZAÇÃO!
Porque não dá para negar também que temos aquela velha cultura do “Jeitinho Brasileiro”. Se você admira um cantor irá o show dele. Se você aprecia um ator, você irá ao cinema. O que me machuca é que eu vejo que algumas das pessoas que leem o PDF porque DIZEM não ter condições, de novo não generalizo, vejo postando livros físicos comprados e expostos nas redes sociais de escritores internacionais. Então é por que não tem condições mesmo ou porque é mais fácil?
Finalizando. Eu respeito à situação de cada um. De coração, mas peço, num simples pedido, respeitem a minha situação também e dos demais colegas da literatura brasileira. Peço que antes de você julgar-me como uma escritorazinha, não lerei mais os livros dela e afins. Lembre-se do que disse aqui: Toda história tem no mínimo dois lados. Eu conheço o seu. Hoje estou pedindo para você conhecer o meu. Que juntos possamos encontrar um caminho, porque eu preciso do seu olhar sobre minhas histórias e a literatura nacional de ambos os lados para alcançar o olhar que merece.

29) Qual a sua opinião sobre o mercado brasileiro para os autores nacionais?
Complicado, árduo e difícil. O mercado hoje não quer investir em produtos nacionais, porque sim o livro é um produto. Não se pode esquecer que o livro é um filho amado para o escritor, no mundo ele é um produto e como tal precisa se vender e bem para ser reconhecido. Isso leva tempo. Por isso tem ficado cada vez mais comum vermos autores calcificando mais o nome do que a obra em si. Porque para que você ganhe o olhar das grandes editoras é necessário que já tenha seu público, que não seja um risco ao investir em seu nome. Portanto mais do que nunca acredito no momento, a autopublicação, o investimento em plataformas como o Amazon seja o carro chefe para quem está em busca do seu lugar ao sol. Tradução: Trabalhar mais do que nunca!

30) Dedica quanto tempo á escrita por dia? Como surgem as ideias para escrever um livro?
Entre escrever, estudar, divulgar, entrevistas, comentários... Eu começo por volta das uma da tarde e vou até meia noite por ai.    
Elas simplesmente chegam à minha mente inquieta. Dali eu acrescento alguma pesquisa, alguma vivência própria. Uma cena, um filme, mas o eixo principal simplesmente vem, sempre digo que não sei se viverei tanto tempo para escrever todas as histórias que tenho em minha mente.

31) Enquanto está a escrever, partilha a história com alguém para pedi conselhos?
Conselhos não. Mas peço amigos que leiam sim, que me digam o que acham. Acho muito importante escutar o outro. Tenho amigos que me ajudam demais nesse sentido. Aqui deixo meus agradecimentos a Suzete Frediani Ribeiro, Patrícia Tatiane, Sidney Ferreira, Zilda Colares e Patrícia Rossi. Ninguém nessa vida nasce sabendo tudo. Saber escutar é saber crescer.

32) Qual gênero literário prefere escrever?
Suspense e romance, sempre. Amoooooooooooooo!!!!!

33) Qual conselho você daria pra quem quer segui esse sonho de ser autora?
A dica é: Estude! Estudar o que?  Estude técnicas narrativas, leia muito, estude a psique humana. Saiba ouvir. Saiba absorver e usar isso ao seu favor. Entenda que um ou outro acontece, mas isso não é a regra. A regra é ralar. Conjugue o verbo escrever no lugar do existir. Seja apaixonado pelo que você faz ao ponto de não aceitar nada além da excelência. Não tenha medo de dar a cara para bater. Lute. Um dia vai acontecer.
 Eu quero agradecer de todo meu coração o carinho e a oportunidade que recebi do Leituras Viciantes, através da amada Simone Trindade.
 Muito, muito obrigada de coração. Nunca falei tão abertamente da minha vida e pensamentos como aqui. Foi de coração, foi verdadeiro, essa foi a Danka Maia, mas Daniele que nunca. Obrigada! Deus abençoe a todos!

Por Simone Trindade
Resenhista


Obras:

          
            
        
        
      
            

- A Piranha tem nome
- A Menina que não tinha saudade
- Liga Literária- Coletâneas poesia todo dia
- O Rei - Sedutor, Insaciável e Único (Novo)
- Fada Safada (Novo)

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O primeiro livro da série The Royals, a nova sensação new adult dos EUA.

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